Juiz solta um dos policiais que cobravam propinas nas estradas
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terça-feira, 16 de julho de 2002
Sid Sauer<br> Equipe da Folha 
Campo Mourão - O presidente do Tribunal de Alçada (TA), Clayton Camargo, concedeu anteontem no final da tarde liminar de habeas corpus ao sargento da Polícia Rodoviária Divonzir Ferreira da Silva. Ele estava preso havia 17 dias acusado de participar de um esquema de propina em estradas da região de Campo Mourão. Outros três policiais rodoviários e um empresário continuavam presos até ontem.
O habeas corpus impetrado pelo advogado Edmundo Manoel Santana revogou a prisão preventiva e autorizou Silva a responder o processo em liberdade. O Tribunal de Alçada levou em consideração que o sargento é réu primário, tem bons antecedentes, possui residência fixa e é estudante universitário. Silva era chefe do posto da Polícia Rodoviária de Campo Mourão. Ele estava recolhido no 11º Batalhão da Polícia Militar.
O advogado Edmudo Manoel Santana disse ontem que só vai falar sobre o caso depois que o sargento for ouvido oficialmente pela Justiça. O depoimento de Silva deve acontecer amanhã. A reportagem da Folha apurou que os advogados dos cinco acusados entendem que não existem provas materiais contra eles no processo. Até as três fitas cassetes com gravações de conversas não comprometeriam os acusados.
A juíza Sandra Regina Bittencourt Simões negou o pedido de relaxamento de prisão do sargento Valdemir Aparecido Bonifácio e do empresário Amauri Lopes. Lopes é o único que depôs em juízo até agora. Ele negou as acusações. Na semana passada, a mesma juíza havia negado a liberdade ao sargento Divonzir. O capitão Esmeraldo Mançano também teve negada uma liminar de habeas corpus no TA.
O processo contra os quatro policiais e o empresário tramita no fórum de Peabiru (12 km ao norte de Campo Mourão). Segundo a denúncia do Ministério Público, eles cobravam 'pedágio' de ônibus de sacoleiros que passavam pela balança da PR-317, entre Campo Mourão e Maringá. As investigações foram feitas pelo serviço reservado da PM e por uma tenente da Polícia Rodoviária que se infiltrou no esquema.


