Juiz retoma os depoimentos das testemunhas no processo
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quarta-feira, 27 de agosto de 1997
Curitiba 
Exatos três meses depois da morte do estudante Rafael Zanella, em Curitiba, serão retomados hoje os depoimentos das testemunhas do processo que apura o crime. O juiz da 6ª Vara Criminal, Glademir Panizzi, vai ouvir os depoentes no Tribunal do Júri. A mulher do agente Reinaldo Siduovski (implicado no caso), Marinalva Padilha, deve apresentar o relato mais polêmico. Ela já disse anteriormente que o delegado Maurício Fowler teria ordenado que seu marido assumisse a autoria do assasinato.
O depoimento de Marinalva está marcado para o início da tarde. Ela já havia feito a denúncia à Folha no dia 11 de julho, quando Siduovski foi interrogado no Fórum Criminal. Fowler deu ordens para que meu marido tomasse o lugar do Almiro Schmidt, que atirou no Zanella e o matou, disse. Schmidt, informante do 12º Distrito Policial, foi reconhecido anteontem com autor do disparo que matou Zenalla pelo estudante Marcos Valduga, que estava no carro da vítima quando o crime ocorreu.
Além de Siduovski e Schmidt, os agentes Jorge Bressan e Airton Adonski Júnior vão estar presentes aos depoimentos. Eles tiveram a prisão preventiva decretada assim que a Corregedoria da Polícia Civil concluiu que uma farsa tinha sido montada para esconder o crime. Os policiais colocaram 500 gramas de maconha no carro de Zanella para incriminá-lo como um traficante que teria sido morto por reagir à prisão.
Os delegados Francisco Costa e Maurício Fowler, titular e adjunto do 12º DP, foram indiciados no inquérito que apurou a morte de Rafael Zanella, mas escaparam da prisão preventiva e respondem ao processo em liberdade.


