Juiz recua e não usará mais serviços de presos
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 1999
Paulo Pegoraro 
O diretor do Fórum de Cascavel e juiz da 2ª Vara Cível, Paulo Roberto Hapner, revogou ontem a portaria que havia baixado, requisitando detentos do minipresídio para serviços gerais e inclusive guarda do edifício do Fórum, sob a justificativa de não haver funcionários disponíveis. Hapner disse que o Tribunal de Justiça do Paraná foi consultado sobre a manutenção da portaria e recomendou estudos mais aprofundados sobre a questão.
Promotores e juízes haviam contestado a portaria, alegando que a iniciativa só poderia ser da área criminal e com rigorosa seleção dos detentos requisitados. Segundo o promotor Guilherme Teixeira, entre as cinco primeiras pessoas indicadas pela direção do minipresídio, atendendo a requisição de Hapner, havia presos por estupro e homicídio. Dois foram selecionados.
Olivar Freitas, 29 anos, e João Oliveira, 41, que faziam capina e ajardinamentos, foram recolhidos ao minipresídio, por exigência da juíza Jaqueline Alievi, da Vara de Execuções Penais. Hapner agora espera do TJ definição para as necessidades de pessoal, inclusive para vigilância do prédio e documentos.
A Polícia Militar (PM) envia soldados para ajudar durante o dia, mas não há guarda noturna. A PM tem efetivo reduzido, e a corporação precisa atuar nas ruas, nos bairros, protegendo diretamente os cidadãos, observou o juiz. Na 15ª Subdivisão Policial de Cascavel, detentos prestam serviços gerais sem nenhum problema, segundo o delegado-chefe, Osnildo Carneiro.


