O relatório com os depoimentos dos três presos da Casa de Custódia de Londrina (CCL) foi entregue pela Polícia Civil ao juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, ontem de manhã. Os três detentos teriam sido espancados dentro da cadeia.
Na quinta-feira, Paulo Eugênio Pereira, Alex Fernando Marani e Wilson Aparecido Sanches fizeram exame de corpo delito no Instituto Médico Legal (IML) e foram ouvidos pelo delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial de LOndrina, João Eduardo Carulla. Nos depoimentos, eles relataram que foram espancados por agentes penitenciários e policiais do Pelotão de Choque no dia 25 de março.
Integrantes do Centro de Direitos Humanos (CDH) denunciou o caso na Polícia Federal e na Polícia Civil. O juiz afirmou que neste caso a VEP irá acompanhar o andamento dos inquéritos policiais. Ele só irá interferir se houver responsabilidade dos agentes penitenciários.
Valle explicou que como os agentes são contratados por empresa particular, no caso a Humanitas, cabe à VEP pedir o afastamento dos agentes envolvidos até a conclusão do inquérito.
O juiz afirmou que a apuração dos fatos deve levar de dois a três meses para ser concluída. Valle disse que não é comum casos de tortura em prisões de Londrina. O caso mais recente de denúncia de agressão, segundo ele, aconteceu entre seis e oito meses atrás. O envolvido era um policial militar que foi inocentado, de acordo com o juiz, por ficar provado que o preso resistiu ao policial.
O inquérito policial para apurar se houve tortura deve ser instaurado pelo 4º DP. A Folha tentou falar com o delegado Joaquim Mello durante toda a tarde ontem, mas ele não atendeu as ligações.

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