O juiz da 1 Vara Criminal do Fórum de Londrina, João Luiz Clève Machado, recebeu no final da tarde de ontem a defesa prévia do réu Ibrain José Barbino, 56 anos, que é acusado de homicídio duplamente qualificado. Ele era diretor-geral da concessionária Cipasa (Área Central) e, na manhã do dia 24 de junho, matou a tiros o proprietário da revenda, Ciro Frare, 67 anos. O juiz antecipou que o parecer sobre o pedido de prisão contra Barbino será conhecido no início da próxima semana.
Machado encaminhou a documentação da defesa para manifestação da promotora da 1 Vara Criminal, Susana Broglia Feitosa de Lacerda. Ela entrou com pedido de prisão preventiva contra Barbino e aguarda uma decisão. Na semana passada, Barbino foi ouvido pela primeira vez em juízo e o juiz afirmou que esperaria a entrega da defesa prévia para dar um parecer sobre o pedido de prisão. Ontem, ele adiantou que deve se posicionar apenas na próxima segunda-feira. Isso porque o advogado de defesa, Antônio Amaral, solicitou que fossem juntados mais documentos relativos à rotina financeira da Cipasa. O juiz negou um primeiro pedido de prisão feito logo após o crime e a promotora recorreu ao Tribunal de Justiça, que ainda não julgou o pedido.
À Folha, Amaral comentou que a defesa prévia é uma peça jurídica ''eminentemente técnica'', que não contém considerações sobre se o acusado é ou não culpado. Ele confirmou apenas que pediu que fossem juntados mais documentos sobre a empresa e informações sobre testemunhas.
Na última sexta-feira, Barbino disse que, durante uma reunião, teria sido ofendido por Frare que desconfiava que ele estaria envolvido em um suposto desfalque de R$ 3,7 milhões nas contas da revenda. Segundo Barbino, teria agredido e humilhado por Frare.
Seu depoimento foi oposto ao que declarou à Polícia Civil a única testemunha ocular do crime, o contador Cidinei Aparecido Vaz, que disse que a reunião transcorria em clima harmonioso. Segundo a testemunha, Barbino teria atirado contra Frare sem falar nada.

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