O juiz Fernando Gonçalves, de Ibiporã, decidiu que o inquérito que apura a morte do pastor José Idalécio Bueno deve ser devolvido à Vara da Auditoria Militar, em Curitiba. Em seu parecer, de 18 de agosto, o juiz ressalta ser ‘‘este juízo incompetente para conhecer e julgar o feito’’.
O pastor morreu em 9 de março, após ser detido por policiais militares, sob o argumento de que ele estaria dirigindo embriagado na BR-369, entre Ibiporã e Londrina. No carro, além do pastor estavam sua mulher e um filho menor de idade. Os familiares da vítima acusam os PMs de terem agredido o pastor, que morreu asfixiado no próprio vômito dentro de uma viatura policial.
Os PMs argumentam que apenas usaram da força necessária para prender o pastor. Segundo eles, o carro de José Idalécio vinha em zigue-zague pela BR-369, da altura da sede campestre do Grêmio Recreativo e Literário de Londrina até o Posto Rovodiário de Ibiporã, onde foi efetuada a prisão.
O juiz ressaltou em seu despacho, a conclusão do Ministério Público de Ibiporã, a qual definiu que ‘‘não restam dúvidas de que os policiais militares, ao efeturem a prisão em flagrante da vítima, agiram no estrito cumprimento do dever legal’’. O juiz complementa ressaltando que os PMs, estando ou não em serviço não poderiam deixar de agir vendo uma ‘‘pessoa dirigindo um veículo numa rodovia em alto grau de embriaguez alcoólica’’.
O Inquérito Policial Militar, encerrado dia 28 de abril, pelo tenente Luis Francisco Serra, concluiu que os policiais militares são inocentes. Na época, o tenente Serra afirmou que não houve transgressão disciplinar nem indícios de crime militar.
Já a Promotoria de Curitiba com atribuições na Vara da Auditoria Militar deu parecer entendendo que o crime deveria ser apreciado pela Justiça comum. Estão envolvidos no caso o sargento Levi Teófilo e outros nove policiais.

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