Ossamu KandaLivre concorrênciaMalvesi mostra sentença judicial que favorece sua empresa de transporte, a Gêmeos Turismo Ltda. Sentença judicial assinada pelo juiz Sá Ravagnani, da 2ª Vara Cível, provocou a quebra do monopólio do transporte coletivo urbano de Maringá, que pertencia à empresa Transportes Coletivos Cidade Canção (TCCC) há mais de 25 anos. A sentença foi assinada segunda-feira e beneficia a empresa Gêmeos Turismo Ltda., autora do mandado de segurança contra a Prefeitura de Maringá, que não permitiu concorrência à TCCC. A prefeitura poderá recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça, em Curitiba.
Segundo a sentença, o prefeito Jairo Gianoto (PSDB) tem 30 dias para expedir o alvará de funcionamento em favor da Gêmeos Turismo para explorar o transporte coletivo urbano ‘‘nos mesmos moldes do explorado pela TCCC, nos rumos e itinerários já existentes e nos que porventura vierem a ser criados futuramente, em homenagem ao consagrado direito constitucional da livre iniciativa e livre concorrência’’.
Ossamu KandaSem concorrênciaA Transportes Coletivos Cidade Canção (TCCC) é a única empresa do setor e atua há 25 anos em Maringá
O proprietário da Gêmeos Turismo, Antônio Malvesi, 58 anos, anunciou ontem que sua empresa vai colocar 35 ônibus usados a partir do dia 10 de janeiro nas linhas que servem aos bairros, centro médico (localizado no bairro Zona 5) e Hospital Universitário. O preço da passagem será o mesmo cobrado pela TCCC: R$ 0,75. A frota de usados foi comprada ontem. ‘‘Se chegarem antes, pois os ônibus estão passando por revisão, eles já começam a trabalhar’’, disse Malvesi. São carros seminovos, fabricados em 1990/1991, com três portas.
Dentro de 120 dias, garantiu Malvesi, a cidade terá mais 60 ônibus novos (a TCCC opera hoje com 180 veículos) que foram comprados ontem por US$ 5,5 milhões - média de US$ 90 mil cada um. Os ônibus terão ar condicionado, TV, vídeo e som e funcionarão com catracas eletrônicas através de cartões magnéticos, a exemplo dos carros de Salto de Itu (SP) e Goiânia (GO). ‘‘O uso desses cartões será facultativo, e por isso não dispensaremos o trabalho do cobrador. De saída, abriremos 400 empregos novos na cidade. Vamos operar a 3x1, isto é, onde a TCCC tiver três carros, nós teremos um. Onde tiver seis, teremos dois’’, afirmou Malvesi.
O empresário trabalha no ramo de transportes há 15 anos em Maringá. Há seis anos Malvesi tenta quebrar o monopólio do transporte coletivo urbano da cidade. ‘‘Acho que a TCCC trabalha bem, seus ônibus são bons, mas não atendem a toda a população. A única coisa que desejo é trabalhar’’, disse ele.
A sentença do juiz foi crítica em relação à Prefeitura de Maringá. Ele disse que se o impetrante, no caso a empresa de Malvesi, não mostrar condições e nem conquistar a confiança da população com seus serviços, caberá à prefeitura fiscalizar e, se necessário, tomar as medidas cabíveis.
O prefeito Gianotto está viajando. A assessoria de imprensa da prefeitura informou que a administração municipal vai esperar o retorno do prefeito, na próxima semana, para decidir qual medida será tomada. Os diretores da TCCC também estão viajando.

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