O juiz da 1 Vara Criminal de Londrina, João Luiz Clève Machado, pode decidir esta semana se acata ou não a denúncia do Ministério Público (MP) contra o ex-diretor geral da revenda Cipasa, Ibrain José Barbino, 55 anos, que confessou ter matado a tiros o empresário Ciro Frare, 67, proprietário da empresa, no dia 24 de junho. Na última sexta-feira, a promotora Susana Broglia Feitosa de Lacerda denunciou Barbino por homicídio duplamente qualificado e pediu a sua prisão preventiva.
Com a denúncia em mãos, Clève terá cinco dias úteis para decidir se acata o argumento do MP ou não. Quando o juiz apresentar seu parecer sobre a matéria, já deixará marcada a data do primeiro interrogatório de Barbino. Segundo a argumentação do MP, o ex-diretor teria impossibilitado a defesa da vítima e agido por motivação torpe. Em junho, poucos dias após o crime, a promotora já havia requerido a prisão do ex-diretor, mas Clève negou.
Na época, o juiz justificou que Barbino se apresentou à Justiça um dia depois do crime, entregou a arma, era primário, tinha bons antecedentes, família constituída, residência fixa e não demonstrou que queria furtar-se à aplicação da lei. Susana ingressou com recurso junto ao Tribunal de Justiça, que ainda não foi julgado.
No final de julho, o então delegado do 1º Distrito Policial (DP), Marcos Belinati, entregou à Justiça inquérito sobre a ocorrência, no qual alegou que Barbino agiu motivado pela possibilidade de que fosse descoberto um suposto esquema de desvio de dinheiro na empresa. O susposto esquema teria proporcionado um desfalque de cerca de R$ 3,7 milhões entre os anos de 2000 e 2004. Ontem, o advogado do ex-diretor, Antônio José Matos do Amaral, preferiu não comentar a denúncia. ''Ainda não conheço (os termos da argumentação), só soube através da imprensa'', afirmou. Barbino aguarda o processo em casa.

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