O juiz da Vara de Execuções Penais, Roberto do Valle, disse que ouviu muitos comentários nos últimos meses a respeito de problemas nas casas de detenção do Paraná e que particularmente a PEL e a Colônia Penal Agrícola vivem situações críticas. ''Eu soube que em Londrina houve problemas no fornecimento de gás, óleo e de mistura para a comida. Este ano, eu já tive que fazer um ofício pedindo para que a prefeitura fornecesse à penitenciária óleo e gás, que estavam em falta'', diz ele.
Outro caso de que Valle se lembra é da falta de colchões. ''Eu soube de um delegado que teve que pagar colchão do próprio bolso para que preso novo fosse transferido para a PEL'', afirma o juiz. Segundo ele, a PEL já chegou a utilizar versos de papéis já usados, pela falta de sulfite. Mesmo com as dificuldades, Valle elogia a penitenciária e cita que o índice de reincidência dos presos do local é inferior à media nacional.
''Já na Colônia Penal, o negócio é diferente. Já ouvi gente dizer que dá pena levar preso pra lá. Pelo que me disseram, a comida é pouca e a reincidência é alta. Há muita fuga, também. Parece um modelo que não funciona mais'', afirma o juiz. Ele confirma que as reclamações sobre a situação dos presídios aumentaram nos últimos meses. ''As dificuldades são decorrentes, sim, da moratória. Na PEL, ainda há um sistema que funciona. O que está faltando é investimento'', argumenta o juiz.

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