Juiz pede reforço na segurança do Fórum
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terça-feira, 28 de maio de 2002
Luciano Augusto Reportagem Local 
O diretor interino do Fórum de Londrina, Celso Seikiti Saito, da 6ª Vara Cível, afirmou que pedirá hoje um reforço na segurança do local à Secretaria Estadual de Segurança Pública. Ele também irá solicitar que seja agilizada a instalação definitiva das duas portas-giratórias, com detector de metais, na entrada principal do prédio. Os equipamentos começaram a ser instalados há alguns meses, mas até agora ainda não estão prontos para funcionar.
O pedido foi motivado pelas supostas ameaças de sequestro de juízes e promotores de Londrina por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Paraná. As ameaças teriam ocorrido na semana passada, mas o caso se tornou público anteontem. Mesmo sendo boato é preocupante e causa intranquilidade, porque todo boato tem um fundo de verdade, precisou o juiz.
Ontem, o clima no Fórum continuava tenso, mas a segurança era a mesma de outros dias, ou seja, quase nenhuma. Ontem à tarde, havia uma equipe de policiais do Grupamento de Choque, mas que fazia a escolta de seis acusados de tráfico que prestaram depoimento na 2ª Vara Criminal. A única preocupação evidente era que todas as portas de acesso aos gabinetes de juízes e promotores estavam fechadas a chave, com abertura controlada pelos funcionários. Algumas autoridades passaram a portar armas de fogo e, pelo menos uma juíza (que não teve o nome divulgado) pediu reforço de sua segurança à Polícia Militar.
O juiz da VEP, Roberto do Valle, disse que, por causa do intenso trânsito de presos, é difícil classificar os membros do PCC nos presídios londrinenses. É possível que exista, comentou.
A Folha apurou que a segurança ininterrupta que era feita por dois policiais militares no Fórum e na VEP foi suspensa no período noturno há dois meses. Os guardas foram substituídos por alarmes eletrônicos. O comandantante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Rubens Guimarães, rebateu a informação e garantiu que a segurança nestes locais não foi relaxada.
Os quatro policiais que trabalham no Fórum, continuam fazendo a segurança normalmente, afirmou Guimarães. Ele confirmou que recebeu uma solicitação dos juízes para apurar as supostas ameaças, mas o serviço de inteligência da PM não achou nada de concreto.


