O Juiz da 5ª Vara Criminal de Londrina, José Roberto Pinto Junior, solicitou a degravação de duas fitas usadas como prova da tentativa de extorsão praticada por policiais da 10ª Subdivisão Policial (SDP). Os policiais são acusados de tentar extorquir R$ 4 mil de Elizabeth Machado para liberar um Gol, furtado em Guarulhos, que estava em seu poder. A degravação será feita no Instituto de Criminalítica de Curitiba e servirá para confirmar a autenticidade das vozes que mantiveram o diálago.
As acusações foram levadas pela vítima à Promotoria de Investigações Criminais (PIC), que anteontem denunciou ao juiz José Roberto Pinto, por crime de extorsão, o delegado do 2º Distrito Policial, José Antônio Zuba de Oliva, os investigadores Daniel Pinto de Melo e Robson Avancini e o escrivão José Antonio Alves de Camargo. Os policiais contestam as acusações alegando que Elizabeth é quem teria tentado suborna-los para eles liberarem o veículo.
O juiz disse à Folha que o processo correrá em segredo de Justiça até a montagem das provas. No inquérito policial, o delegado Zuba não havia sido indiciado. Na ocasião da denúncia, ele foi afastado da função, mas conforme informações passadas pela Secretaria de Segurança Pública em Curitiba, Zuba seria transferido para a delegacia de Cândido Rondon.
Os investigadores e o escrivão tiveram suas prisões preventivas decretadas pelo juiz José Roberto, que na última segunda-feira os liberou para responderem o processo em liberdade. Todos eles foram afastados de suas funções e também estão indiciados em procedimento administrativo, com possibilidade de serem expulsos da Polícia Civil.
Segundo a promotora da PIC, Solange Vicentini, mesmo que os policiais não tenham recebido o dinheiro, fica caracterizada a extorsão. O delegado Zuba foi denunciado por estar em férias e ter mandado os policiais do 2º DP apreenderem o carro de Elizabeth.

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