Juiz ouve depoimento de diretor de escola acusado de racismo
Silvana Leão
De Londrina
O diretor da Escola Estadual Adélia Dionísia Barbosa, no Conjunto Parigot de Souza (zona Norte de Londrina), Edno Mariano dos Santos, foi ouvido ontem pelo juiz da 10ª Vara Cível de Londrina, em audiência de instrução de ação que vem sendo movida contra ele pela ex-funcionária da escola Vilma Caldeira de Oliveira. Ela trabalhou no colégio entre os anos de 1992 e 1996 como auxiliar-geral, e conta que era frequentemente maltratada pelo diretor.
Ele já chegava me xingando, fazendo insinuações e me ofendendo. Eu tenho o meu valor e quero que ele pague por tudo o que fez. Vou lutar por isto até o fim, disse. Além da ação de indenização por danos morais contra Edno dos Santos, Vilma de Oliveira também move ação de reintegração de posse contra o Estado, alegando que nunca pediu para ser demitida. Eu procurei a direção para pedir a minha remoção e, sem perceber, acabei assinando uma rescisão de contrato. Com isso perdi os direitos de quatro anos de trabalho. Fui enganada.
Outra ação indenizatória por danos morais vem sendo movida contra Edno Mariano dos Santos pela zeladora Cleusa Mota dos Santos, que trabalhou no colégio no ano de 96. Ela o acusa de racismo, e em maio do ano passado obteve, em primeira instância, sentença favorável do juiz da 2ª Vara Cível, Luis Sérgio Swiech.
O diretor entrou com recurso junto ao Tribunal de Justiça, alegando que três testemunhas de defesa de Cleusa eram suspeitas por serem suas inimigas declaradas. O advogado de Edno dos Santos, Marcelo Leal, não foi localizado pela Folha para informar se já há data para o julgamento, previsto para o início deste ano.
No final de 99, o nome de Edno dos Santos apareceu em mais uma denúncia. Desta vez, pais de alunos da Escola Adélia Dionísia o acusaram de estar atrelando o pagamento de taxa de contribuição à Associação de Pais e Mestres à garantia da matrícula. Na época, ele negou a denúncia.





