Juiz ouve alunos envolvidos em vandalismo
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terça-feira, 29 de novembro de 2011
Michelle Aligleri e Micaela Orikasa <br> Reportagem local 
Santa Helena - Os dez alunos envolvidos no quebra-quebra de vidros do Colégio Estadual Professora Verônica Zimermann, no Distrito de São Clemente, em Santa Helena (Oeste), irão se apresentar no Fórum da cidade amanhã. A ocorrência foi registrada no dia 24 deste mês e a depredação aconteceu porque um grupo de estudantes estaria insatisfeito com o resultado da eleição para diretor.
Pelo menos 17 vidros das janelas das salas de aula do colégio foram quebrados. De acordo com o sargento da Polícia Militar de Santa Helena, Edson Bottini, ao chegar no local, a equipe constatou os estragos, acionou o Conselho Tutelar e os menores foram encaminhados à delegacia. Eles foram autuados por dano ao patrimônio público e liberados na presença dos pais e responsáveis.
O chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Léo Inácio Anschao, considerou o quebra-quebra uma situação pontual. Segundo ele, o Núcleo ainda está se inteirando do que realmente aconteceu. ''Os vidros que foram quebrados devem ser repostos pelo pessoal que fez o vandalismo. Como se trata de uma questão de segurança, não cabe ao Núcleo se envolver'', argumentou.
A continuidade dos estudantes na escola será definida por uma equipe da ouvidoria do NRE, mas ainda não há previsão para que esta definição seja tomada. ''Dependemos de alguns elementos que serão enviados pelo Conselho Tutelar e pela polícia para tomarmos esta decisão'', justificou.
Apesar da confusão, Anschão disse que o resultado das eleições continuam valendo. ''Não descarto a possibilidade deste grupo ter sido incitado por alguém. Creio que não é uma vontade da população destruir a escola''. A reportagem procurou o secretário da escola, Orlando Osório, eleito direitor na semana passada, mas ele não quis falar sobre o assunto.
De acordo com o escrivão da Polícia Civil, Ademir Antonio Corbari, o grupo é formado por estudantes menores de idade. ''Eles foram ouvidos pelo delegado, na presença de pais e conselheiros tutelares. Foi feito um termo circunstanciado e agora cabe ao juiz decidir o que será feito'', disse.
O juiz da Comarca de Santa Helena, Cristian Palhiarini Martins, não deu detalhes do andamento do caso, já que, segundo ele, por envolver menores de idade, o processo corre em segredo de Justiça.


