Juiz obriga desocupação de área de banco
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segunda-feira, 01 de julho de 2002
Gilmar Agassi <BR>Equipe da Folha 
Cascavel - As famílias que ocupam a área onde deveria funcionar o Termas Internacional de Cascavel terão que deixar o local até a próxima sexta-feira (5 de julho). A decisão é do juiz Irajá Pigatto Ribeiro, da 1 Vara Cível de Cascavel, que concedeu liminar de reintegração de posse ao Grupo Bamerindus, proprietário da área. O local foi arrematado pelo grupo devido a dívidas deixadas pelo antigo proprietário do Termas, Roberto Gusso.
De acordo com o advogado do banco, Orildo Volpin, o imóvel será leiloado pelos atuais proprietários. Caso as famílias que permanecem no local não saiam até o prazo determinado, elas serão despejadas. ''O banco pretende comercializar, só que é preciso que as pessoas saiam do local'', diz.
A área de 162 mil metros quadrados foi ocupada por famílias de trabalhadores rurais há cerca de três anos. A maioria delas fazia parte do acampamento de trabalhadores rurais sem-terra na Linha 408. As famílias estão inscritas no Incra e aguardam a definição de um assentamento. ''O Incra precisa nos colocar em outro lugar. Não temos para onde ir'', diz Sirlei Rodrigues.
Das mais de 20 famílias que ocuparam o local sobraram apenas quatro e ontem uma delas estava deixando a área. Os moradores dizem que não têm interesse em ficar na área, porque a terra no local é improdutiva. ''Estamos aqui temporariamente porque nesse local não tem como plantar nada, nem para sobreviver'', afirma Maria Gelci Costa.
O chefe do escritório regional do Incra em Cascavel, Valdecir Felipetto, explica que o órgão está realizando vistorias em propriedades localizadas na região Centro-Oeste do Estado, para assentar as famílias cadastradas. Entretanto, ele não garante que as quatro famílias que estão no Termas serão beneficiadas. ''Precisamos ser criteriosos e respeitar a ordem de cadastramento'', diz.
As famílias também procuraram ajuda da prefeitura de Cascavel, mas não obtiveram nenhuma resposta concreta. O assessor de assuntos comunitários, Algacir Portes, garantiu que a prefeitura não ficará alheia ao problema das famílias, porém não soube dizer a medida a ser tomada.


