Juiz nega liberdade provisória e prisão domiciliar para Suely
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quarta-feira, 11 de dezembro de 1996
Da Redação 
O juiz da 1ª Vara Criminal de Londrina, Jurandir Reis Junior, negou o pedido de prisão domiciliar ou liberdade provisória para Maria Suely Costa, que matou a estudante e secretária Jacqueline Carneiro Lobo. A solicitação de benefício foi feita pelos advogados de defesa Antônio Carlos Viana e Antônio Amaral e já havia tido parecer contrário do promotor Janderson Camões de Carvalho Iassaka.
O promotor denunciou Maria Suely em homicídio qualificado e hediondo, praticado com premeditação. Maria Suely deverá ser mantida presa até seu julgamento.
O crime ocorreu no dia 22 de novembro em um escritório de advogacia do edifício Mônaco, no centro de Londrina. A ré foi autuada em flagrante no local pela Polícia Militar. Antes de matar Jacqueline, Maria Suely já havia dado uma coronhada na secretária. Mesmo encurralada, Maria Suely acertou um tiro na cabeça de Jacqueline quando ela passava pela porta da sala onde estava, cercada de policiais.
O homicídio teria sido cometido por ciúmes. Jacqueline namorava o ex-marido de Suely, o médico e professor de cursinho João Bento. Maria Suely e João Bento estavam separados judicialmente há mais de um mês da data do crime.
A ré atualmente está presa em uma sala - adptada como cela especial - do 2º Distrito Policial, à qual tem direito por ter curso superior. Maria Suely é formada em Enfermagem. O despacho do juiz Jurandir Reis Junior saiu por volta das 17 horas de ontem e determinou também que Maria Suely seja transferida para o Corpo de Bombeiros, com os mesmos direitos de cela especial. Em princípio, o comando do Corpo de Bombeiros não queria acatar a transferência, mas acabou cedendo à ordem do juiz.
O advogado Antônio Carlos Vianna não confirmou se vai solicitar habeas-corpus - ação comum nesses casos - para revogar o despacho do juiz e conseguir a prisão domiciliar ou a prisão provisória para Maria Suely. Ele prometeu fiscalizar o cumprimento da prisão especial, enfatizando que deverá ser obedecida conforme manda a lei.
Em prisão especial, o réu tem direito à visita de familiares, sem restrição; visita médica a qualquer hora do dia e da noite e instalações condignas com direito a banheiro individual. No próximo dia 17 Maria Suely será ouvida em juízo junto com seu ex-esposo João Bento.


