O juiz da 1 Vara Criminal de Londrina, João Luiz Clève Machado, indeferiu ontem requerimento feito pelo advogado Antonio Amaral para que fosse realizado exame de sanidade mental do ex-diretor geral da Cipasa em Londrina, Ibrain José Barbino, 56 anos. O ex-diretor confessou ter assassinado Ciro Frare, dono da rede de concessionárias, com cinco tiros. O crime ocorreu no dia 24 de junho deste ano. O pedido de exame fazia parte da defesa prévia de Barbino, apresentada por Amaral no início do mês.
Clève alegou no despacho que Barbino, quando foi interrogado no final de agosto, ''de forma precisa esclareceu os motivos e circunstâncias do crime (...), sempre respondeu às perguntas de forma firme e segura (...), em nenhum momento demonstrou sequer fraqueza mental''. O juiz chamou o pedido da defesa de ''tumultuário''.
A respeito de dois requerimentos de prisão preventiva de Barbino feitos pelo Ministério Público (MP), Clève apontou que irá aguardar decisão do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná sobre um recurso de autoria da promotora Susana Broglia Feitosa de Lacerda. Ela recorreu ao TJ quando o juiz da 1 Vara Criminal negou o primeiro pedido de prisão preventiva do ex-diretor, poucos dias após o crime. Segundo a promotora, a matéria já foi distribuída e será marcada uma data para a votação.
No despacho, Clève também determinou que cópia do interrogatório de Barbino seja encaminhada à Promotoria de Sonegação Fiscal, para que sejam apuradas informações dadas pelo ex-diretor de que a Cipasa teria praticado irregularidades contra os fiscos estadual e federal. Ontem à tarde, o advogado da família de Frare, Walter Bittar, não foi localizado para comentar o assunto.
Antonio Amaral afirmou que irá analisar a argumentação de Clève para decidir se irá recorrer da decisão sobre o pedido de exame de sanidade mental. O advogado também fez comentários sobre o encaminhamento de informações para a Promotoria de Sonegação Fiscal. ''Houve uma alteração no contrato social da Cipasa no valor de R$ 1,2 milhão, aproximadamente. Esta quantia não foi contabilizada pela empresa, por isso requeri perícia judicial para investigar a situação'', afirmou.

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