Juiz não decreta
prisão por
falta de laudo
O juiz da 1ª Vara de Delitos de Trânsito, Rogério Kanayana, não decretou ontem a prisão preventiva do chacareiro Wladimir Polli, 20 anos, porque faltou a inclusão, no processo, do laudo de lesões corporais da professora Berenice Carvalho, 30 anos. Kanayana nem chegou a receber o processo, que estava nas mãos do promotor Ricardo Maranhão. O promotor deverá dar um parecer indicando se o crime foi culposo ou doloso, o que pode levar Polli a um júri popular. O processo deve ser entregue hoje ao juiz, que deve decretar a prisão preventiva ainda hoje.
Polli é acusado de dirigir bêbado e fazer ‘‘roleta paulista’’ (furar sinais vermelhos em sequência), o que teria causado o acidente de trânsito que matou o menino Luciano Vitor Galli, 4 anos, e o pai dele, o economista Luiz Felipe Galli, 33 anos. Berenice, que é mulher de Galli e mãe do menino, também ficou ferida na colisão. O acidente aconteceu no dia 16 deste mês.
Polli tinha sido preso em flagrante, mas foi solto após pagar fiança de R$ 130,00. O pedido de prisão preventiva foi apresentado na sexta-feira pelo delegado da 2ª Delegacia de Trânsito, Dirceu Nascimento, atendendo requerimento do advogado que representa as vítimas, Alcides Bittencourt Pereira. O advogado espera que a tese de homícidio doloso ganhe respaldo do promotor e do juiz.

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