Juiz mantém prisão de acusados de roubo
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quinta-feira, 17 de outubro de 2002
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O juiz Helio Cesar Engelhardt, da comarca de Rio Negro (108 km a sudoeste de Curitiba), indeferiu ontem os pedidos de revogação de prisão das pessoas acusadas de participar de quadrilhas de roubo e desvio de cargas. O Tribunal de Justiça (TJ) também negou pedido de agravo regimental e manteve o delegado titular da Delegacia de Estelionato e Roubo de Cargas, Armando Marques Garcia, preso.
Para o juiz da comarca de Rio Negro as provas já apresentadas pelo Ministério Público daquela cidade, através de fitas gravadas com conversas entre os envolvidos, são suficientes para manter os acusados presos até o julgamento do processo.
Na decisão, o juiz Engelhardt manteve a prisão de Wilson de Lima, Fabio Ricardo Kuhn, Carlos Hubner Neto, Cleverson Hubner, Claucia Hubner e do policial Elcio Piasseta, que atuava como superintendente da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas. O juiz declarou, entretanto que os advogados dos envolvidos podem entrar um pedido de habeas corpus, que também será analisado.
Engelhardt justificou em sua sentença que os envolvidos devem ser mantidos na prisão, ''porque em liberdade eles podem tentar modificar o andamento das provas que estão sendo acrescentadas pelo Ministério Público''. Para o juiz, as provas existentes representam indícios fortes de envolvimento com roubo e desvio de cargas.
Na sessão de ontem do Tribunal de Justiça, foi negado, por unanimidade de votos, o pedido de agravo regimental interposto pelo delegado Armando Marques Garcia. Com isso, a Justiça nega pela segunda vez pedido de revogação de prisão do policial. O agravo regimental visava reformar o despacho do desembargador Darcy Nasser de Melo que negou liminar em pedido de habeas corpus. Garcia foi denunciado pelo MP pelo crime de concussão. Ele é acusado, com mais 25 pessoas, de exigir do empresário Mário Fogassa a quantia de R$ 40 mil para não apreender uma carga de jaquetas. Fogassa é acusado de ser o chefe da quadrilha de roubo de cargas e encontra-se foragido.
O corregedor da Polícia Civil, Adauto Abreu de Oliveira, informou que a corregedoria está atrás de pistas do paradeiro da delegada adjunta da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, Margareth Motta. Procurado pela Folha, o advogado de defesa do delegado Armando Marques, Luiz Antonio Figueiredo Bastos, não retornou às ligações feitas ao seu celular. Os nomes dos demais advogados não foram fornecidos pela escrivã de Rio Negro.


