Campo Mourão - O juiz federal de Campo Mourão, Marcos César Romeira Moraes, indeferiu recurso e manteve o prazo para as demolições das obras existentes às margens do Lago Azul, a 10 quilômetro da cidade. O recurso alegava erros na definição das cotas de segurança. O prazo para as demolições está vencendo para os primeiros proprietários intimados.
A determinação da Justiça Federal deu prazo até o final deste mês para a demolição das obras de madeira. As construções mistas têm mais 15 dias de prazo e as de alvenaria mais 30. Mesmo assim, até agora pouca coisa foi desmanchada no Lago Azul. O advogado Luiz Alfredo da Cunha Bernardo e a Procuradoria do Município devem recorrer da decisão.
O empresário Lincoln Alexandre Rodrigues já demoliu uma cascata que tinha na frente da casa dele. ‘‘A construção era pequena e desmanchei para evitar a multa’’, explicou. O cartorário José Acir de Souza demoliu a casa de barco e um piso que tinha na beira do lago. O filho dele, Júlio César, inciou ontem a demolição de um quiosque em seu lote.
A multa para quem não cumprir o prazo é de R$ 500 por dia. Ao todo, devem ser demolidas 34 garagens de barcos e 11 piscinas, entre outras obras. O advogado Bernardo afirmou que os proprietários não deveriam fazer as demolições sem antes ter uma perícia do que está sendo desmachado.
O empresário Washington Luís Soares Durães, prefere aguardar. ‘‘Não quero demolir e depois ser constatado erro nas medidas em um processo que tramita há sete anos na Justiça.’’ Os proprietários alegam ainda que não têm como desmanchar trapiches e contrapisos que estão dentro da água.

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