Juiz manda remover seis detentos da Prisão Provisória
Lúcio Horta
De Londrina
O juiz-corregedor dos presídios e da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, determinou ontem ao delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes, a remoção de seis presos da Prisão Provisória de Londrina (PPL). A unidade está sob intervenção parcial e, por determinação do juiz, só pode receber 200 presos, no máximo. A capacidade original é de 144 vagas e até ontem de manhã estava com 206 detentos.
A interdição na PPL começou na semana passada e a retirada do excedente só não foi determinada antes por causa da polêmica sobre a substituição do diretor da unidade (ver texto nesta página). A preocupação do juiz é evitar que a prisão também não acabe superlotada, a exemplo dos distritos policiais.
Para comportar o aumento de 144 para 200 presos, Valle permitiu a permanência de oito presos em cada cela, ao invés de seis conforme havia determinado anteriormente, além de utilizar salas administrativas para abrigar os seis presos que trabalham na cozinha.
Além da PPL, os distritos policiais da cidade também sofrerão interdição parcial. A idéia de Roberto do Valle é limitar em seis presos por cela, dois a mais que a capacidade original (esse número pode variar de acordo com o tamanho de cada cela). Com isso, ele espera evitar situações como as ocorridas há cerca de dois anos, quando celas abrigavam até 15 presos e as fugas e rebeliões constantes.
Ainda segundo o juiz, o número real de presos excedentes hoje nos distritos deve girar em torno de 20. Para chegar a esse resultado, ele considerou os presos condenados que já estão em condições de ir para uma penitenciária; e também os presos de outras comarcas que poderão ser devolvidos para as cidades de origem.
Por isso, ainda essa semana ele começa a retirar dos distritos os presos condenados e em condições jurídicas de ir para uma penitenciária. Até sexta-feira passada, informou, eram 27 nessa situação: 25 deverão ir para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) e dois para a Colônia Penal, em Curitiba. Mas antes vou ter que aliviar a PEL, removendo outros presos para a Colônia, observou.
Já no caso dos presos de outras comarcas e que estão nos distritos, Roberto do Valle estima que são cerca de 15 ou 16. Nesse caso, no entanto, a decisão de devolvê-los para as cidades originais é da 10ª SDP. Mesmo com todas essas medidas, no entanto, a preocupação com a superlotação não acaba. O problema aí é administrar os novos presos que vão entrar, destaca.
O juiz acrescenta que, pelas informações que dispõe, a situação nas cadeias da região não é melhor do que em Londrina. As cadeias estão todas lotadas ou em péssimas condições de uso, lamentou. A VEP atende a 33 comarcas da região norte do Estado, que vão de Jacarezinho, passando por Cornélio Procópio, Cambé, Apucarana, até Porecatu.





