A partir da próxima semana, o juiz da Vara de Execuções Penais de Londrina, José Roberto do Valle, estará transferindo 16 presos da região para a Colônia Penal Agrícola de Curitiba. Segundo o juiz, um dos principais motivos da transferência dos presos é a superlotação em quatro delegacias de cidades sob sua jurisdição, além da superlotação nos Distritos Policiais (DPs) e na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL).
De acordo com o planejamento das transferências, da delegacia de Ibiporã irão 5 detentos; de Ivaiporã, 1, e das delegacias de Apucarana e Uraí, 2 presos. Da PEL o juiz pretende remover 4 presos para a Colônia Penal Agrícola.
Para Roberto do Valle, os maiores problemas de superlotação estão nos 2º, 3º, 4º e 5º DPs de Londrina, que na sexta-feira abrigavam 192 presos, quando a capacidade é para 104.
‘‘O que estou fazendo é apenas paliativo para minimizar a superlotação. O que realmente vai solucionar o problema serão o Presídio Provisório, a Cadeia Pública e o Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaddi)’’, afirmou o juiz. Os presos que serão levados para a Colônia receberam benefícios de comutação de pena, passando de prisão em regime fechado para o regime semi-aberto.
Roberto do Valle recebeu a informação do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom) de que até março do ano que vem o Presídio Provisório estará pronto.
Ele disse que a partir da data de entrega da obra poderá desafogar em parte a superlotação nos DPs, cadeias e delegacias da região. O Presídio Provisório terá capacidade para 200 presos e está sendo construída ao lado da PEL. O Presídio irá abrigar presos de toda a região, que estão à espera de recursos e benefícios da Justiça.
Segundo informações da Secretaria de Justiça, a administração do Presídio ficará sob a responsabilidade daquele órgão, e não mais da Secretaria de Segurança, como estava planejado. Isto porque a intenção é ocupar a mesma infra-estrutura da PEL, sem a necessidade de usar policiais civis para cuidar de presos.
Atualmente, toda a segurança de presos nos DPs de Londrina está sob a responsabilidade dos delegados e detetives, prejudicando o desempenho de suas funções diárias.
Por intermédio do Decom, o juiz também ficou sabendo que o projeto da Cadeia Pública está pronto, mas não existe verba para dar início às obras. ‘‘Não adianta o projeto ficar na gaveta. Precisamos descobrir uma forma de arrancar o dinheiro e dar início à construção da cadeia’’, afirmou Roberto do Valle.
Ele enfatizou que a construção da Cadeia Pública é fundamental para resolver a superlotação nos DPs. A expectativa do juiz é ver concluído o Ciaddi, previsto para fevereiro. Os menores que hoje ocupam três celas do 2º Distrito serão transferidos para lá e com isto será aberto espaço para 12 presos.

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