Juiz interroga acusados do assalto à Proforte
Osmani Costa
De Londrina
O juiz da 4ª Vara Criminal de Londrina, Arquelau Araújo Ribas, começou anteontem a tomar depoimentos de acusados pelo assalto à empresa Proforte Transportes de Valores, realizado no dia 3 de setembro. Em um dos mais espetaculares assaltos da história da cidade, uma quadrilha de 10 a 12 homens levou aproximadamente R$ 3 milhões, depois de manter sequestrados durante várias horas os gerentes da empresa e alguns de seus familiares.
Foram ouvidos pelo juiz o empresário Osvaldo Sestário dono da Torino Diesel, onde os assaltantes mantiveram em cativeiro os sequestrados da Proforte , Vagner Ribeiro Domingues e Paulo César dos Santos, acusados de ser integrantes da quadrilha em outros assaltos contra empresas transportadoras de valores. Estes são, por enquanto, os únicos acusados presos.
No depoimento, Osvaldo Sestário negou envolvimento com a quadrilha, afirmou que não sabia do plano do roubo e disse que fora ameaçado pelos assaltantes para não denunciar o uso de um barracão de sua empresa como cativeiro dos sequestrados. Segundo o juiz, os outros dois acusados apresentaram álibis que, posteriormente terão que ser comprovados por testemunhas.
Vagner Domingues disse que estava em uma praia do literal paranaense, trabalhando como vendedor de cachorro-quente, nos dias que antecederam e no que foi praticado o assalto em Londrina. Paulo dos Santos garantiu que, naquele período, não saiu de Figueira (centro do Estado), onde reside com a família. Os dois denunciaram ainda ao juiz que foram torturados para admitir a participação no assalto, durante depoimento ao Cope, em Curitiba, antes de serem transferidos para Londrina.





