O juiz Marcelo Gobbo Dalla Déa, do juizado Especial Criminal de Foz do Iguaçu, não acatou o pedido de prisão provisória do secretário municiapal de Saúde, Sadi Buzanelo, e da diretora do Departamento de Vigilância Sanitária (VS), Aparecida Maria Steinmacher, feito pela Polícia Federal. O juiz solicitou um laudo pericial para os próximos cinco dias, que deverá apresentar uma avaliação final sobre os medicamentos encontrados na sede da VS.
Em seu despacho, Dalla Déa não concordou com o argumento apresentado pelo delegado Jessé Ferry. Ele acusava os funcionários públicos de ‘‘obstruir investigações policiais’’ em relação a medicamentos distribuídos irregularmente em uma farmácia comunitária’’ em setembro 1998, data em que o inquérito foi aberto depois que 13 caixas de remédios foram encontradas. Para o juiz, mesmo as pessoas citadas não apresentando o destino dado ao lote apreendido (que funcionaria como prova no processo), não haveria necessidade para prendê-los. ‘‘No entanto, se em algum momento futuro houver necessidade de efetuar prisão, o pedido poderá ser renovado e até ser deferido’’, cogitou.
Buzanelo e Aparecida ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso. Segundo informações da Secretaria, ambos estão fora da cidade. O motivo das viagens não foi apresentado.
Os medicamentos foram encontrados (durante uma busca efetuada pelos investigadores) jogados em um depósito da Vigilância Sanitária em junho deste ano. Os funcionários não souberam responder a origem exata dos remédios e nem confirmar se pertenciam ao lote que desapareceu.

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