Juiz é contra desativação de carceragens em Londrina
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sábado, 10 de novembro de 2001
Betânia Rodrigues<br>De Londrina 
A Corregedoria de Presídios em Londrina é contra a desativação das carceragens prometida pelo secretário de Segurança Pública José Tavares em virtude da inauguração da nova cadeia pública marcada para o próximo dia 20. Para o juiz Roberto Ferreira do Valle, que também pertence à Vara de Execuções Penais (VEP), as 288 vagas que serão disponibilizadas para presos provisórios não serão suficientes para atender a demanda da cidade.
Segundo ele, a cadeia entrará em funcionamento com um déficit de quase 100 vagas. Atualmente, os distritos abrigam 331 homens e 26 mulheres em celas com capacidade máxima para 140 pessoas. ''Se esse número não diminuir vou pedir a interdição das carceragens antes mesmo da inauguração da cadeia'', disse Valle.
Com a abertura desse presídio, as 160 vagas da Prisão Provisória (PPL) serão anexadas à Penitenciária Estadual (PEL) que tem capacidade para 360 presos e abriga somente os condenados. Com a proximidade da inauguração da cadeia, Valle disse que os delegados da região estão aumentando a pressão para trazer a Londrina novos presos das 33 comarcas. ''Onde é que vamos manter colocar o excedente de detentos que já existe e os novos que virão?'', questiona o juiz.
De acordo com ele, a intenção da Polícia Civil é usar as celas do 3º DP para dispensa de materiais dos distritos. Valle sugere que a área disponível seja usada para atender os albergados ou condenados do sistema semi-aberto que não têm lugar na cidade. O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Gilson Garret Algauer, disse que o esquema de transferência e o destino das celas que serão esvaziadas já foram definidos, mas não quis revelar para 'não polemizar'.
O secretário José Tavares disse ontem em Cascavel que a desativação das carceragens é uma decisão do governo que já recebeu apoio inclusive do Judiciário. Ele disse que o projeto da nova cadeia foi minucioso e que o número de vagas é suficiente para atender Londrina.


