Juiz discorda da regulamentação dos flanelinhas
Emerson Cervi
De Curitiba
O juiz aposentado Albino de Brito Freire discorda da regulamentação da atividade dos guardadores de carro, os flanelinhas, na cidade. Segundo ele, manter essa atividade é incentivar o ócio e a vagabundagem. Ao invés disso deveríamos recolher esses excluídos das ruas, transformá-los em seguranças municipais remunerados. A Associação dos Amigos do Trânsito reúne cerca de 500 flanelinhas.
A assessoria do vereador Jair Cezar (PTB), principal incentivador da associação, afirma que o objetivo é organizar a atividade. Para o vereador, só a associação poderá diferenciar os marginais dos verdadeiros guardadores de carros. Os flanelinhas serão identificados por coletes padronizados e passarão por triagem feita pela Secretaria de Estado da Segurança Pública.
Quem for bandido não vai querer se submeter a uma triagem como essa, assim teremos só pessoas de bem cuidando dos carros, afirma o vereador. A assossiação já organizou uma palestra com delegados da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos. A próxima será com funcionários da Fundação de Assistência Social (FAS).
Albino Freire já sugeriu à Urbs que aumente em até R$ 2,00 o bloco de Estar. O dinheiro serviria para financiar a contratação de novos funcionários, ex-flanelinhas.





