Curitiba - O juiz da 2ª Vara Cível de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, Ivo Faccenda, determinou nova intervenção no Hospital e Maternidade, que leva o mesmo nome do município. O secretário municipal de Saúde, Giovani de Souza, foi designado a assumir a direção do hospital e, ontem, iniciou o trabalho de reestruturação do corpo clínico - dissolvido por determinação judicial -, e avaliação das adequações necessárias para que o hospital volte a atender na sua totalidade. Na mesma decisão, o magistrado estabeleceu prazo de 60 dias para que alas desativadas - maternidade, pediatria e pronto-socorro- voltem a funcionar.
A intervenção atende ação proposta pelo Ministério Público (MP) estadual, que recebeu várias denúncias de prejuízos no atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O promotor que assina a ação, Divonzir José Borges, disse que houve uma inversão total na função filantrópica do hospital, que passou a atender de 60% a 70% de pacientes de planos de saúde e particulares em detrimento aos pacientes do SUS. O hospital vinha sendo administrado por uma junta médica - nomeada pela Associação Comercial, Industrial, Agrícola e de Prestação de Serviços de São José dos Pinhais (Aciap).
Souza informou que nomeou, interinamente, dois diretores técnicos até que seja definido o novo corpo clínico. Segundo ele, muitos médicos que já atuam no hospital se dispuseram a continuar atendendo pelo SUS. Uma das principais mudanças, adiantou o secretário, será a retomada nos internamentos encaminhados pelo SUS, Samu, unidades 24 horas do município e Central de Leitos do Estado. O hospital tem 120 leitos e, ontem, apenas 50 pacientes estavam internados.
O município terá muito trabalho pela frente para colocar o hospital em ordem. Há necessidade, por exemplo, de reformas no centro cirúrgico e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que estão sem licença sanitária e, por isso, com atendimento restrito.
De acordo com o secretário, a prefeitura deverá assumir boa parte dos custos das adequações, mas ele ainda não tem uma estimativa do montante de recursos necessário. O município espera contar com ajuda do governo do Estado para equipar a UTI e fazer as reformas.

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