Juiz determina interdição temporária de cadeia pública
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terça-feira, 11 de junho de 2002
Gilmar Agassi<br>Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu - O juiz da Vara de Execuções Penais, Rui Muggiati, determinou a interdição temporária da cadeia pública de Três Lagoas, em Foz do Iguaçu. A decisão foi tomada pelo magistrado na última sexta-feira, mas somente ontem a direção do presídio comunicou o fato a imprensa. Muggiati proibiu a entrada de novos detentos devido à superlotação da cadeia que conta com 652 pessoas, quando a capacidade é de 300 presos.
Segundo a determinação do juiz, a cadeia pública só poderá receber novos detentos, mediante a saída de alguns deles que estejam presos no local. O supervisor Amadeo Trevisan Araújo explica que desde sua inauguração, em 1994, esta é a primeira vez que a cadeia pública sofre uma interdição por parte da Justiça. Ele acrescenta que em pouco tempo, a situação poderia ficar mais caótica, alcançando os 700 presos.
Com a interdição da cadeia, a solução encontrada pela polícia é levar as pessoas que vierem a ser presas para os cinco distritos policiais e para a central da Polícia Civil na cidade. Segundo Amadeo, o problema é que estas carceragens não estão preparadas para receber um grande número de detentos. Ele calcula que atualmente, somente, 12 presos estão nos distritos. Não tem outra solução. Essa é a mais sensata, diz.
Amadeo, que também responde pelo 1º Distrito Policial, alerta que a superlotação na cadeia pública pode resultar em rebeliões a qualquer momento. Ele explica que a situação se agrava a cada dia, porque além dos presos comuns, a cadeia conta com detentos da Polícia Federal. Ele observa que os problemas nessa cadeia serão amenizados a partir do momento em que a nova Penitenciária de Foz do Iguaçu, com capacidade para 500 detentos, for inaugurada.
Apesar da obra estar concluída desde abril, o governo do Estado pretende inagurá-la somente em julho. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que os agentes penitenciários estão sendo preparados para trabalhar. A Penitenciária custou R$ 11,5 milhões para os cofres públicos.


