O juiz federal substituto da 2ª Vara Federal, Guy Vanderley Marcuzzo, determinou ontem aos funcionários do Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba que retornem ao trabalho. Por entender que a greve que já dura uma semana prejudica os usuários, Marcuzzo decidiu que a paralisação deve ser encerrada sob pena de abertura de processos administrativos, civis e penais. A decisão não agradou ao Sindicato dos Trabalhadores de Educação de 3º Grau Público (Sinditest), que promete recorrer.
Após apreciar liminar da procuradora dos Direitos do Cidadão, Antônia Lélia Krueger, o juiz considerou que a paralisação do HC prejudica a rede municipal de hospitais, que não consegue absorver o excedente de atendimento do HC. Apesar de ter dado parecer pedindo o fim da greve, o juiz Guy Marcuzzo considera que o movimento dos servidores é justo, proque os salários da categoria estão congelados há sete anos.
Para o diretor do Sinditest, Deoclésio Fernandes, os servidores vão manter a paralisação até serem notificados da decisão oficialmente. Depois, pretendem se reunir para ver que atitudes vão tomar. ‘‘Os nossos advogados vão ser acionados’’, assegurou. Caso a decisão seja descumprida, o juiz informa que pode estabelecer multas para o sindicato.
Ontem, 28 pessoas deixaram de fazer exames no hospital por causa do funcionamento parcial do laboratório. A falta de servidores no setor provocou fila de uma quadra. Por causa disso, houve bate-boca entre o diretor clínico do HC, Giovani Loddo, e os grevistas. Segundo estimativa do HC, 90% dos serviços do hospital estavam funcionando normalmente.

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