Juiz define se Caboclinho irá a júri
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quarta-feira, 27 de setembro de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
O juiz da 7ª Vara Criminal de Curitiba, João Kopytowski, deverá definir em 20 dias se envia para julgamento o processo que acusa o empresário Joarez Costa França, o Caboclinho, e Antonio Luiz da Silva, o Zóio, de serem os autores do atentado contra o também empresário do setor de autopeças Adélio de Jesus Becker. Tudo depende da análise dos autos, com a avaliação da promotoria e da defesa. Kopytowski poderá avaliar que a denúncia procede (e enviar os autos para júri), que as provas são insuficientes (e pedir o arquivamento do processo) ou desqualificar o ato cometido (quando o juiz entende que o ato não configura crime doloso contra a vida).
Ontem foi ouvida a última testemunha arrolada pela defesa. O policial civil Antonio Olívio da Silva, um dos primeiros a ter contato com Adélio logo após o suposto atentado, foi depor no início da manhã. Ele era superintendente da Delegacia de Homicídios quando aconteceu o fato e teria dado prosseguimento nas investigações no 6º Distrito Policial, em Curitiba.
Durante o depoimento, Antonio da Silva confessou que Adélio procurou a delegacia dizendo que foi vítima de tentativa de homicídio e não de suposto assalto, como disseram algumas das testemunhas. Mas em nenhum momento Adélio teria dito que sabia quem eram os autores do atentado. O empresário teria apresentado o carro para perícia. Foram verificadas danificações típicas de disparos de arma de fogo. Em nenhum momento ele citou os réus como autores do atentado, disse, no depoimento, o policial.


