Juiz decreta prisão de
jovem acusado de mortes
James Alberti
O juiz Rogério Luís Nielsen Kanayama, da 1ª Vara de Delitos de Trânsito, restabeleceu a prisão em flagrante do chacareiro Wladimir Poli, 20 anos, acusado de dirigir bêbado e fazer ‘‘roleta paulista’’ (furar sinais vermelhos em sequência). A atitude de Polli teria causado o acidente de trânsito, no dia 16 do mês passado, que matou o menino Luciano Vitor Galli, 4 anos, e o pai dele, o economista Luiz Felipe Galli, 33 anos. A colisão feriu também a mãe da criança, Berenice Carvalho, 30 anos, que ainda se recupera da sequelas.
O motorista foi preso em flagrante logo após o acidente, mas foi liberado pelo delegado Dirceu Nascimento depois de pagar R$ 130,00 de fiança. Na sexta-feira, Kanayama revogou a fiança e mandou devolver o dinheiro. O juiz também cassou a carteira do chacareiro e expediu mandado de prisão. A informação não foi divulgada à imprensa naquele dia porque a Justiça queria pegar Poli de surpresa. Apesar disso, o mandado de prisão não foi cumprido. Segundo o advogado que defende a família das vítimas, Alcides Bittencourt de Oliveira, policiais civis e oficiais de Justiça estão à procura do chacareiro.
O advogado do acusado, Júlio Militão da Silva, entrou com habeas corpus no Tribunal de Justiça do Paraná, que deve julgar até quarta-feira se anula a decisão do juiz. Militão considerou absurda a decisão de Kanayama e disse que o juiz deve ter sido ‘‘contaminado pela divulgação do fato pela imprensa’’. O advogado de defesa disse que seu cliente só vai se apresentar à Justiça depois do parecer do Tribunal.

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