Londrina – O juiz da 4ª Vara Criminal de Cascavel, Carlos Eduardo Alves, admite que uma sala de audiência convencional não é o ambiente ideal para ouvir o depoimento de uma criança vítima de abuso sexual. A Vara, criada há dois anos, é responsável por julgar os crimes contra os menores da quinta maior cidade do Paraná e não possui uma sala especial para os depoimentos das vítimas menores de idade.
"Um ambiente com um juiz, advogados, promotores e o próprio réu não pode ser considerado ideal para uma criança, principalmente porque ela já está fragilizada. Muitas se retraem e certamente em uma sala lúdica ficariam mais a vontade. Isso seria favorável ao processo", aponta.
Sem um local específico para os depoimentos, o magistrado toma algumas medidas para que a presença da vítima se torne mais agradável. "Convocamos psicólogas que preparam as crianças, as deixando tranquilas e explicando tudo o que vai acontecer. Os réus não acompanham e muitas vezes indicamos uma curadora, quando imaginamos que a presença da mãe, por exemplo, pode atrapalhar de alguma forma o depoimento", relata.
Segundo o juiz, o pedido para a criação de uma sala de depoimentos especiais já está protocolado e a aquisição dos equipamentos eletrônicos para o ambiente está na fase de licitação. "Em relação aos profissionais já temos um convênio com o Serviço Auxiliar da Infância e Juventude da Prefeitura de Cascavel", revela. (L.F.C.)

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