Em cumprimento à determinação do juiz Humberto Gonçalves Brito, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Apucarana, o delegado-adjunto da 17ª Subdivisão Policial, Danilo Cesto, pôs em liberdade ontem o empresário Raji Said e seu funcionário Jorge Luiz Justo de Matos. Os dois haviam sido presos em flagrante, na sexta-feira, acusados de receptação de merdadorias roubadas e formação de quadrilha.
O advogado Petrônio Cardoso ingressou na Justiça com um pedido de fiança e readequação do tipo penal em que seu clientes foram enquadrados. Ele argumentou que ambos eram réus primários e com bons antecedentes. ‘‘Além disso, a prisão de duas pessoas, sem maiores evidências, não caracterizava a formação de quadrilha’’.
O pedido do advogado foi acatado pelo juiz Humberto Brito Gonçalves, que estabeleceu a fiança em R$ 934,00 para a liberação de cada um dos acusados. Eles irão responder a acusação em liberdade.
Cardoso disse ontem que irá agora apresentar documentos para comprovar que o barracão ‘‘estourado’’ pela polícia é de propriedade de Raji Said, mas estava alugado para Paulo Felipe Cardoso. ‘‘Meus clientes deverão responder apenas por receptação culposa, de cerca de R$ 150 mil em mercadorias’’. No barracão, em que funciona a Tecelagem Mofarrej, investigadores encontraram centenas de caixas contendo produtos de várias empresas, avaliados em R$ 2 milhões.

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