Juiz dá prazo para Cohab no caso do Jardim Marieta
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segunda-feira, 11 de junho de 2001
Betânia RodriguesDe Londrina 
O juiz da 3ª Vara Cível de Londrina, Vitor Roberto Silva, deu cinco dias a partir de ontem para que a Companhia de Habitação (Cohab-Ld) apresente áreas disponíveis para abrigar 67 famílias sem-teto que há 41 dias ocupam um terreno no Jardim Marieta (zona norte). Enquanto isso, o grupo tentará provar que a Cohab tem áreas disponíveis na mesma região.Não queremos ir para o João Turquino porque lá é uma área de risco. Sabemos que existem casas de alvenaria que foram abandonadas, argumentou Ailton Natalino da Silva Souza, um dos líderes do grupo.
Segundo o procurador jurídico da prefeitura, Carlos Scalassara, além do Conjunto João Turquino, a Cohab vai procurar opções também nos Jardins Maracanã e Campos Verdes, todos na zona oeste da cidade. Tudo depende da disponibilidade da Cohab e não apenas da vontade dos sem-teto, justificou o advogado. O presidente da Companhia, Carlos Eduardo de Afonseca e Silva disse que o único terreno livre na região norte já está comprometido com o PoupaLar e por isso não pode ser negociado.
Outra divergência entre as partes refere-se à quantidade de famílias que estão acampadas no terreno da prefeitura. Souza afirma que são 105 famílias, o equivalente a aproximadamente 500 pessoas. Na opinião da Cohab, o local abriga 67 famílias, conforme relatório da fiscalização. Eles apareceram lá no horário de trabalho e por isso não encontraram o chefe de algumas famílias. Se a Cohab fizer um cadastramento vai comprovar o que estamos dizendo, afirmou Souza. Enquanto não houver um acordo sobre a transferência das famílias, a liminar de reintegração de posse em favor da prefeitura está suspensa.
Na próxima terça-feira, o presidente da Cohab irá à Câmara discutir com os vereadores a suspeita de uma indústria da ocupação na cidade. O vereador Tercílio Turini (PSDB) disse que o Legislativo quer saber qual é o déficit habitacional em Londrina, quantas são as áreas ocupadas, quantas famílias vivem nelas e o que o Executivo está fazendo para resolver o problema. Sabemos que existem muitas famílias sem casa, mas que também há muitos espertalhões querendo se aproveitar da situação. Nosso objetivo é ajudar aqueles que realmente precisam, definiu o presidente da Câmara.


