A Polícia Federal terá que desocupar até dia 20 de maio o prédio onde funciona sua sede em Londrina, na rua Quintino Bocaiúva (área central). O prazo de 60 dias foi determinado pelo juiz substituto da 2ª Vara Federal, Gilson Luis Inácio. O juiz disse ontem à Folha que apenas está cumprindo uma ordem do Tribunal Federal Regional, sediado em Porto Alegre (RS), que deu ganho de causa à família londrinense Piaie, herdeira do espólio da empresa Brasifrio, proprietária do imóvel.
O lugar foi tomado pela Receita Federal em razão de dívidas de impostos da Brasifrio. Em 1986, em regime de comodato, a Receita entregou o prédio para que a Polícia Federal montasse sua sede. Até então, o órgão policial estava precariamente instalado em uma pequena casa na rua Santos (área central). A Receita prometeu, ainda esta semana, entrar com recurso em Brasília para suspender a decisão do juiz Gilson Inácio.
O juiz disse que o valor do prédio é bem maior do que a dívida da Brasifrio, de cerca de R$ 155 mil. ‘‘Mandamos fazer uma avaliação do patrimônio e chegamos à conclusão de que a dívida tem valor quatro meses menor que o prédio’’, comentou o juiz. De acordo com ele, se a Receita Federal quiser ficar com o prédio deverá pagar aos herdeiros a diferença entre o valor do imóvel e o débito da empresa com a União.
O prédio da Quintino Bocaiúva não será mais decretado como de utilidade pública, apesar do anúncio do prefeito Antônio Belinati (PDT). O secretário de Governo, Gino Azzolini, informou ontem que um outro imóvel já está definido e ainda esta semana será declarado de utilidade pública para abrigar a PF. Azzolini não quis informar a localização do prédio.

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