O caso das detentas do 2º Distrito Policial (2ºDP) de Londrina que foram separadas de seus bebês recém-nascidos pode estar perto de ser solucionado. O juiz-corregedor de presídios Roberto do Valle conseguiu ontem, junto ao Departamento Penitenciário do Estado, vagas na ala com creche da Penitenciária Feminina do Estado, em Curitiba, para as três presas. Elas poderão ser transferidas na próxima sexta-feira.
Em reunião, que aconteceu na segunda-feira, na Associação Médica de Londrina, representantes de diversos segmentos da sociedade decidiram conversar com o juiz Roberto do Valle, ontem à tarde. Segundo Márcia Benvenuto de Oliveira, integrante do Comitê de Aleitamento Materno, que também participou do encontro, foi durante esta conversa que o juiz se prontificou a conseguir as vagas.
Roberto do Valle adiantou que a remoção só poderá ser feita se os bebês forem devolvidos às mães. ‘‘Se os bebês não estiverem com as mães não se justifica a remoção’’, afirma o juiz.
A promotora da Infância e da Juventude, Édina Maria Silva de Paula, declara que os bebês só serão devolvidos quando os advogados das detentas entrarem com pedido de remoção nas Varas Criminais onde elas respondem processo. ‘‘Se os advogados fizerem o pedido amanhã (hoje) dizendo que a ida das presas para Curitiba não acarreta prejuízo na defesa delas, na quinta-feira os bebês estarão com elas para que a remoção aconteça na sexta-feira’’, afirma a promotora.
Márcia Benvenuto de Oliveira comenta que se a situação não se resolver até sexta-feira, os representantes dos segmentos da sociedade interessados no caso se reunirão novamente para tentar outra solução.

mockup