Juiz começa a ouvir testemunhas do 'Caso Estela'
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sexta-feira, 11 de outubro de 2002
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
Completa na próxima segunda-feira dois anos da morte da professora de música Maria Estela Correa Pacheco, encontrada morta na madrugada de 14 de outubro de 2000, no pátio do Edifício Diplomata, no centro de Londrina. A professora estava no apartamento do agropecuarista Mauro Janene Costa, hoje com 35 anos, no 12º andar. Ontem, depois de seis adiamentos quatro a pedido do advogado do acusado, Mauro Viotto foi realizada no Fórum a primeira audiência para tomada de depoimentos das testemunhas arroladas pela acusação. Ao todo, seis pessoas prestaram declarações, entre elas, a irmã da vítima, Maria Eliza Correa Pacheco, a mãe do acusado, Leila Maria Janene Costa, além de uma amiga íntima da professora.
Segundo o laudo do Instituto de Criminalística, a professora, que tinha 34 anos, morreu cerca de uma hora antes das 5h30 (horário em que o corpo foi encontrado). O agropecuarista foi acusado pela promotoria de homicídio simples, fraude processual e guarda de substância entorpecente, pois foram identificados vestígios de maconha em um cinzeiro que estava no apartamento.
Conforme o juiz da 1 Vara Criminal do Fórum de Londrina, João Luiz Cléve Machado, ainda faltam ser ouvidas mais 11 pessoas. ''Elas não foram encontradas e é provável que sejam ouvidas apenas no início do ano que vem'', informou. Sobre a conclusão do caso, Machado ressaltou que só deve acontecer em junho. Ele também sinalizou que é provável que peça mais esclarecimentos sobre a perícia realizada no local.
Durante o depoimento da amiga íntima da vítima, o acusado foi retirado da sala, a pedido da depoente, que alegou constrangimento. No seu depoimento, contou que chegou a namorar o acusado e que ele era ''masoquista'' e ''sádico''. Ela também relatou que encontrou Estela três semanas antes da sua morte e que ela teria lhe mostrado diversos hematomas pelo corpo, provocados por um namorado.
No final dos depoimentos, Viotto não permitiu que Janene concedesse entrevista. Quando foi questionado sobre a quantidade de pedidos de adiamentos da audiência, ele disse: ''As ausências foram justificadas e não devo mais explicações''. Maria Eliza, irmã da vítima, comentou que a realização da audiência ainda não representa ''alívio''. ''Finalmente, começamos a ser ouvidas, mas ainda falta muita gente e espero mais agilidade a partir de agora'', destacou.


