As 100 famílias que ocuparam terreno público no Jardim Marieta, zona norte de Londrina, deverão ser retiradas do local nos próximos dias. Ontem pela manhã oficiais de justiça foram fazer o despejo, mas não obtiveram êxito porque as famílias se recusaram a sair. O grupo invadiu o terreno há quatro meses porque não tinha mais condições de pagar aluguel ou morava de favor em casa de parente.

O oficial de justiça Anir Alcântara disse que solicitou reforço policial para a retirada das famílias, que foi deferido pelo juiz da 3 Vara Cível, Vítor Roberto Silva. Hoje o ofício será entregue no 5º Batalhão da Polícia Militar. Segundo Alcântara, até o final da semana as famílias serão removidas do Jardim Marieta.

O juiz Vítor Silva deferiu anteontem o pedido de reintegração de posse solicitado pela prefeitura. O diretor-presidente da Cohab, Carlos Eduardo Afonseca e Silva, afirmou que foram disponibilizados terrenos nos jardins Maracanã, João Turquino e Campos Verdes para receber as famílias da ocupação do Marieta.

As famílias, no entanto, queriam ser transferidas para terrenos na zona norte, onde teriam melhores condições e estariam perto de seus parentes. O diretor-presidente da Cohab disse que não há terrenos disponíveis nesta região.
Ele alegou que não pode ''fazer nenhuma intermediação para que áreas públicas permaneçam ocupadas''.

Segundo a Cohab, atualmente entre 8 mil a 9 mil pessoas vivem em fundos de vale e assentamentos de forma irregular em Londrina.

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