Os pais de Luciene de Paula Ribeiro Smoralek estão autorizados a fazer o reconhecimento do corpo que chegou do Chile na semana passada. O juiz-chefe da Central de Inquéritos, Fernando Ferreira de Moraes, decidiu na noite de ontem que o caixão, que veio lacrado, possa ser aberto. O caixão está no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba desde quinta-feira passada, quando o sepultamento do suposto cadáver de Luciene, assassinada em Santiago há 49 dias, foi suspenso pela Justiça.
A forma como o reconhecimento do corpo será feito, segundo a decisão de Moraes, dependerá dos peritos do IML. O estado de conservação do cadáver vai indicar se será preciso realizar um exame de DNA para confirmar se o corpo é de Luciene ou não. Uma nova necrópsia, como os pais da garota pediam através de ação na Central de Inquéritos, também vai ser realizada. É que o laudo da necrópsia feita no IML chileno não acompanhou o translado do corpo para o Brasil.
Com a decisão de abrir o caixão, o juiz Fernando Moraes justificou que quis evitar a exumação do corpo após o sepultamento. Moraes chegou a fazer uma consulta ao Ministério Público, que também se posicionou favoravelmente pela abertura do caixão.
O advogado dos pais de Luciene, Dioclécio Alves de Oliveira, disse que os resultados dos exames no cadáver serão decisivos para preparar a estratégia de apuração da morte. ‘‘Tudo vai depender dos exames. Só queremos que esse caso não permaneça impune’’, disse Dioclécio, anunciando a possibilidade de ir ao Chile para acompanhar a continuidade das investigações da polícia.
O marido de Luciene, Aristóteles Smoralek Júnior, é o principal suspeito da polícia chilena. Ele nega o crime e disse que viu Luciene pela última vez quando a garota comunicou que sairia para dar uma volta. Ela foi encontrada morta no começo de agosto em Santiago, a capital chilena. Seu crânio estava fraturado.

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