Juiz analisa petição sobre fita que pode esclarecer crimes
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quarta-feira, 26 de junho de 2002
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
Almirante Tamandaré - O juiz substituto do Fórum de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, Marcel Rotoli de Macedo, iniciou ontem a análise do processo que aponta 16 pessoas como supostamente envolvidas na morte de duas mulheres e cinco homens no município. Entre os indiciados, estão policiais militares, um escrivão da Polícia Civil e funcionários públicos. Macedo assumiu o cargo no lugar de Luciane Ludovico, que chegou a ouvir todos os acusados na semana passada. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, a juíza foi substituída porque recebeu promoção por antiguidade.
Uma das primeiras análises que serão feitas por Macedo será a da petição do advogado criminalista Osmann de Oliveira, que defende o policial militar Juarez Silvestre Vieira. Oliveira entregou uma fita cassete que conteria diálogos importantes para o esclarecimento dos assassinatos em Almirante Tamandaré. Um deles seria o do empresário Miguel Siqueira Donha, morto no dia 22 de janeiro de 2000. Donha era diretor da Corretora Banestado e presidente do diretório municipal do PPS.
Na petição, Oliveira pede que a fita seja ouvida pelo Ministério Público (MP) na presença do policial militar, que poderia identificar as vozes. O promotor Paulo Sérgio Markowiscz de Lima não acredita que a fita possa trazer novidades para o processo. Ele falou que os diálogos, pelo que soube informalmente, não trazem detalhes das mortes analisadas no processo. Mesmo que seja acolhida no processo, a fita poderá ser questionada juricamente por ter sido gravada de forma ilícita. Até o início da semana que vem, Macedo deverá determinar que o MP tome ciência do conteúdo da fita.


