O juiz da Vara de Execuções Penais e Corregedoria de Presídio da região (VEP), Roberto do Valle, disse que não voltará atrás quanto às mudanças no sistema de visitas dos presos da Prisão Provisória de Londrina (PPL). Ele alertou ainda para o fato de que a greve de fome é tida como falta grave pelo artigo 39 da Lei de Execuções Penais e pelo artigo 63 do estatuto penitenciário.
‘‘Aqueles que já foram condenados terão que recomeçar do zero a contagem para liberdade condicional e progressão para regime semi-aberto’’, disse. Os grevistas que trabalham perdem também o benefício da remissão – para cada três dias trabalhados, diminui um dia da pena.
Roberto do Valle disse que modificou o sistema de visita devido às várias denúncias de indisciplina dos detentos e por motivo de segurança. As denúncias apontavam para promiscuidade nos dias de visita. De acordo com o juiz, muitos presos que não recebiam visita se aproveitavam das mulheres de outros presos. ‘‘Houve também o caso do ‘cofrinho’, um preso sendo abusado por 20 presos’’, disse.
A segurança da PPL também era ameaçada, segundo o juiz. ‘‘Nos dias de visitas entravam no presídio drogas, serras, celulares’’, disse. Para evitar tanto os casos de indisciplina, quanto garantir a segurança, o juiz afirmou que dividiu o presídio em cinco setores e cada dia um deles receberá visitas. Aqueles que tiverem visitantes irão para o pátio de visitas e os que não forem receber nenhuma visita irão para o pátio de sol. ‘‘Com isto não fica mais ninguém nas alas das celas’’, disse.
Para os encontros íntimos, de acordo com o juiz, foram reservados três quartos. ‘‘Como a quantidade de presos recebendo visita será menor, já que o presídio foi dividido em setores, cada preso poderá ficar entre 40 minutos e uma hora no quarto’’, explicou. Roberto do Valle afirmou que com o novo sistema ficarão fora das celas cerca de 40 presos. ‘‘Uns 20 estarão recebendo visitas.’’

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