Até o final da tarde de ontem, o juiz da Vara da Infância e Juventude, Ademir Ribeiro Richter, e os funcionários da Unidade Social Oficial de Internação de Londrina (Usoil), mais conhecido como Educandário, esperavam pela interventora Laura Okamura, que deveria assumir a direção da unidade. A informação era que ela estaria viajando. A expectativa sobre a intervenção da unidade, acatando pedido do Ministério Público (MP), ficou para hoje.
Para que possa assumir, Laura deve se apresentar à Vara da Infância e Juventude, assinando termo de compromisso perante o juiz. Uma das primeiras tarefas será produzir um relatório sobre a situação da unidade. ''Ela irá dizer ao juiz por onde vai começar a trabalhar e quais as medidas emergenciais a serem tomadas, por exemplo'', explicou Richter.
O secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, padre Roque Zimermann, afirmou ontem que ainda não tinha sido comunicado oficialmente sobre a intervenção. O secretário destaca que o Estado irá recorrer da decisão do juiz londrinense.
O Educandário estava com 40 menores e deveria receber entre ontem e hoje mais oito adolescentes. ''A interventora não fez nenhum contato com a gente. Aguardamos a chegada dela para ver as propostas que tem e se já possui uma linha de trabalho'', disse Ana Maria Garcia, responsável interina da unidade. O Educandário tem capacidade para 80 menores. A unidade, que levou dois anos para ser construída, teve a sua primeiro rebelião 12 dias depois de ser ocupada.

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