Ao contrário do que havia planejado, o juiz da 7ª Vara Cível de Londrina, José Cichocki Neto, não despachou ontem para o Tribunal de Justiça (TJ) as alegações sobre o pedido de afastamento das ações referentes ao transporte coletivo. O juiz está doente e não foi trabalhar ontem, mas tem um prazo legal até a próxima semana para efetuar o despacho.
O afastamento de Cichocki foi requerido pela assessoria jurídica da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), que protocolou, na segunda-feira, pedido de exceção de suspeição. A alegação da empresa é que está intranquila com o encaminhamento das ações porque, durante vários anos, o juiz vem se comportando como ‘‘inimigo capital da empresa’’, julgando sempre contrariamente aos interesses da TCGL.
No pedido, a assessoria jurídica da TCGL cita exemplos de ações julgadas por Cichocki Neto e cujas decisões, segundo ela, foram prejudiciais à Grande Londrina. Em entrevista à Folha, no dia 4, o juiz informou que daria suas alegações e as remeteria ao TJ para que ele decidisse.
Cichocki Neto assumiu as ações sobre transporte coletivo no mês passado. Até então, os processos estavam sob responsabilidade do juiz da 1ª Vara Cível, Manoel Sebastião da Silveira Filho, que também sofreu pedido de afastamento da administração municipal. Silveira Filho optou por deixar os processos, sob alegação de que não tinha tranquilidade para julgar outras ações que tramitam na 1ª Vara.
Enquanto o pedido de afastamento não é decidido, todas as ações sobre transporte ficam suspensas. A principal trata da liminar que suspendeu, em agosto do ano passado, audiência pública que deflagraria licitação do transporte coletivo na Cidade.

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