Curitiba - O juiz Helio Cesar Engelhardt, da comarca de Rio Negro (109 quilômetros a sudoeste de Curitiba), decidiu separar os processos das pessoas envolvidas numa quadrilha especializada em roubo de cargas para dar agilidade ao caso. O juiz teme que a demora no andamento do processo possa resultar em riscos para as testemunhas de acusação, arroladas pelo Ministério Público.
Ele confirmou que algumas testemunhas estão sendo ameaçadas de morte e outras estão sendo pressionadas por telefone. O juiz pediu proteção à Polícia Militar de Campo do Tenente, município localizado a 81 quilômetros ao sul de Curitiba, onde moram as testemunhas.
Ontem, ele já marcou o interrogatório das testemunhas arroladas pela acusação para o dia 11 de novembro e assim os processos vão caminhar em separado. O processo que envolvem os policiais da Delegacia de Estelionato e Roubos de Carga como o superintendente, Elcio Piasseta; o delegado titular, Armando Marques Garcia e a delegada adjunta Margareth Motta, vai caminhar de forma separada dos demais.
O juiz está aguardando a apresentação a defesa prévia com a justificativa dos policiais, instrumento que eles têm direito como funcionários públicos, conforme prevê o artigo 513 do Código de Processo Penal. ''Só que essas justificativas ainda não foram apresentadas'', disse o juiz. Mesmo porque a policial envolvida ainda está foragida, e por isso o juíz não quer retardar o processo dos demais envolvidos na quadrilha.
Os envolvidos que terão os processos acelerados são Adriano José da Silveira, Vinicius Luiz Quintino, Edson Rosa da Silva, Claucia Hubner, Cleverson Hubner, Carlos Hubner Neto, Luiz Carlos Sampaio, André de Souza, Ezequiel Schivitaky e Arlindo Donato.
Enquanto adota providência para acelerar o processo, o juiz Helio Engelhardt determinou o sequestro imediato dos bens das pessoas envolvidas com o roubo de cargas. Ele justificou que todas elas são proprietárias de bens valiosos como terrenos, chácaras, casas e carros do ano e não têm declaração de renda correspondente a esses bens. ''Aliás elas nem têm o imposto de renda'', disse.
Segundo o juiz, foram encontrados bens no nome de Elizabete Procópio, ex-esposa de Mário Fogassa, acusado de ser o chefe da quadrilha de roubo de cargas.

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