Juiz acata denúncia por morte de Frare
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segunda-feira, 09 de agosto de 2004
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
O juiz da 1 Vara Criminal do Fórum de Londrina, João Luiz Clève Machado, acatou ontem a denúncia do Ministério Público contra Ibrain José Barbino, 56 anos, pelo assassinato do empresário Ciro Frare, 67 anos, no dia 24 de junho deste ano, dentro da concessionária Cipasa (Área Central). Frare, dono da revenda, foi morto com cinco tiros, na sala de reuniões da empresa.
Barbino foi acusado de homicídio duplamente qualificado praticado por motivo fútil e sem oferecer chances de defesa à vítima. A suspeita levantada no inquérito policialé de que o assassinato tenha sido motivado por causa de um suposto esquema de desvio de dinheiro na concessionária que estaria para ser desvendado.
Na denúncia, a promotora Susana Bloglia Feitosa de Lacerda também pedia a prisão preventiva do agora réu, por considerar que ele deveria responder ao processo preso. O juiz, entretanto, considerou em seu despacho que reserva-se no direito de apreciar o pedido somente após o interrogatório de Barbino, marcado para o dia 27 de agosto. Barbino se apresentou a Clève um dia após o crime, conseguiu um salvo-conduto que o livrou da prisão por cinco dias. O juiz, posteriormente, negou o pedido de prisão preventiva apresentado pelo delegado Marcos Belinati, responsável pelo inquérito, e também à outro, feito pela própria promotora. Ela disse que não cabia à ela fazer comentários sobre a decisão do juiz mas sim respeitá-la.
Porém, Suzana recorreu da decisão e agora o juiz aguarda o pronunciamento do advogado de defesa, Antônio Amaral. Logo que isso acontecer, Clève volta a analisar o recurso, em um procedimento chamado de juízo de retratação, e poderá ou não rever sua decisão.


