Cascavel O juiz da 1 Vara Criminal de Cascavel, Moacir Dala Costa, acatou denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o policial civil Antônio de Menezes Neto, 51 anos, e mais oito pessoas acusadas de estarem envolvidas na rebelião e tentativa de homicídio ocorrida na cadeia pública dea cidade, em abril deste ano.
O investigador Antônio de Menezes Neto, que era responsável pela carceragem da 15 Subdivisão Policial, é acusado de receber R$ 300,00 para facilitar a entrada de dois revólveres calibre 38 que foram usados na rebelião. Durante a revolta, o policial civil Sérgio Santos Moraes levou um tiro disparado pelo detento Dalvez Muniz da Silva que manuseava um dos revólveres.
A rebelião só foi contida após a chegada do juiz corregedor Rosaldo Pacagnan, que convenceu os detentos a voltarem às celas. Alguns dias depois, Antônio Menezes foi encaminhado a Curitiba, e posteriormente, transferido para a delegacia de polícia de São Miguel do Iguaçu, através de portaria da Secretaria de Segurança Pública. A Folha entrou em contato com o investigador, na delegacia de São Miguel do Iguaçu, mas ele não quis comentar a decisão da Justiça. Disse apenas que ''não sabe de nada e nem foi comunicado de nada''.
Para oferecer denúncia contra os nove envolvidos, o Ministério Público se baseou nos depoimentos prestados pelos presos Ari Farias, Reinaldo Cecílio Neto, Dalvez Muniz da Silva e Anderson Rodrigues Fernandres, além de pessoas de fora da cadeia que tiveram participação no plano de fuga. Entre os depoimentos está o de uma mulher que afirmou ter entregue as armas ao policial dentro de uma marmita.

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