Juiz acata denúncia
contra Marcos Germano
Áureo Nogueira
O juiz da 1ª Vara Criminal de Londrina, Jurandir Reis Júnior, aceitou a denúncia contra o publicitário Marco Antônio Germano de Souza, acusado de ter matado a mulher, Roseane Gonçalves da Silva, e simulado o suicídio dela, no apartamento do casal, na Rua Goiás (centro).
A denúncia foi feita pelo promotor Janderson Camões de Carvalho Iassaka, que durante a fase de interrogatórios ouviu testemunhas afirmarem que Germano é ciumento e que o casal já havia brigado anteriormente. Além disso, exame cadavérico realizado em Curitiba identificou sulco no pescoço da vítima que pode indicar que houve estrangulamento. O corpo também apresentava lesões e escoriações.
Na opinião do promotor, outro fator que afasta a hipótese de suicídio é o exame realizado na porta do quarto. No dia do crime, a porta estava fechada à chave, por dentro. Entretanto, ainda segundo o promotor, através de um arame foi constatado que, mesmo com a chave na fechadura, era possível abrir e fechar a porta pelo lado de fora.
Roseane Gonçalves da Silva foi encontrada morta no dia 24 de novembro de 1994. O corpo estava pendurado à uma forca presa na esquadria do banheiro do quarto do casal. No início, o caso foi tratado como suicídio. Exames lançaram dúvidas sobre o suicídio e indícios de homicídio.
O juiz Jurandir Reis Júnior recebeu a denúncia conforme proposta pelo promotor Janderson Iassaka. Ou seja, Marco Antônio responde por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel (asfixia), crime praticado contra a própria mulher e, ainda, fraude processual, porque teria tentado enganar as autoridades públicas ao simular suicídio.
Marco Antônio Germano de Souza foi ouvido na segunda-feira pelo juiz da 1ª Vara Criminal. O acusado negou autoria de homicídio e afirmou que sua mulher estava deprimida e nervosa, e teria se suicidado sob efeito da tensão pré-menstrual. Agora, seu advogado, Aparecido Medeiros dos Santos, vai preparar a defesa prévia e acompanhar o desenvolvimento do processo até possível julgamento pelo Tribunal do Júri.
‘‘Não tenho dúvidas de que Marco Antônio será absolvido. Pois ele é inocente e não há nada que prove ter havido homicídio’’, destaca o advogado de defesa. ‘‘É possível, até, que o próprio juiz o absolva na última fase da instrução do processo.’’

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