O juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, determinou a extinção do regime semi-aberto na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Treze presos que gozavam do benefício já voltaram ao sistema fechado da PEL. O grupo aguarda a disponibilidade de vagas na Colônia Penal Agrícola, em Curitiba, para ser transferido. Valle afirmou que problemas disciplinares culminaram com o fim do semi-aberto na PEL, implantado como experiência há dois anos.
A decisão foi tomada de forma definitiva depois que policiais militares interceptaram presos voltando para o alojamento no período da noite. Um deles, armado com um revólver, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma. O outro tinha no bolso uma quantia em dinheiro muito superior à permitida nesses casos pelo estatuto penitenciário. ''Eles ganharam essa oportunidade, mas não souberam aproveitar. Os outros presos também são responsáveis, porque não denunciaram quem estava saindo de madrugada'', argumentou o juiz. Ele desconfia que mais gente estaria desobedecendo as regras do regime. ''Quem não garante que outros também não faziam a mesma coisa? Por isso, achei melhor acabar com tudo''. Um terceiro detento também participava do esquema, abrindo e fechando uma das janelas do alojamento.
A volta do semi-aberto em Londrina, de acordo com o diretor da PEL, Raimundo Hiroshi Kitanishi, só será viável mediante a construção de um prédio específico. ''A PEL não tem estrutura para cuidar das duas coisas. Um sistema desses precisaria de uma estrutura e um corpo técnico próprios'', considerou.
O delegado-chefe da Divisão de Policiamento do Interior, Luiz Alberto Cartaxo Moura, ventilou na terça-feira, em reunião com delegados da 10Subdivisão Policial, a possibilidade de construir uma Colônia Penal em Londrina. O juiz da VEP elogiou a iniciativa. ''Seria uma maravilha. Não resolveria o problema da superlotação, mas ajudaria bastante. Uma unidade de semi-aberto aqui faria com que o preso girasse mais rápido, de acordo com a pena de cada um'', argumentou.
Segundo ele, no total, cerca de 30 presos da cidade esperam vagas na Colônia Penal de Curitiba.

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