Adolescentes do Brasil, Argentina e Uruguai apresentaram projetos para preservação do meio ambiente ontem no Fórum Infanto-Juvenil do Meio Ambiente do Mercosul, no Cefet. O evento termina hoje ao meio-dia, com a divulgação da carta do meio ambiente do Mercosul, que determina ações comuns para todas as regiões participantes.
O Fórum, que ocorre há três anos, recebeu 350 estudantes, de 14 a 18 anos. Os grupos discutiram sobre os problemas de terra, fauna, água, ar, solo e flora.
Andressa Santos Andrade e Priscila Fuzinato Portes - as duas de 16 anos - apresentaram o projeto Água Limpa. Elas moram em São Mateus do Sul, no Paraná, e querem preservar o Rio Taquaral - manancial da cidade. ‘‘Queremos ressaltar a importância da preservação dos rios e conscientizar a população sobre o perigo causado pela poluição’’, disse Priscila.
Segundo Andressa e Priscila, hoje o rio é o segundo mais limpo do Paraná, por isso deve ser preservado. ‘‘Estamos pensando 10 anos para frente.’’ O que ameaça o rio, segundo as meninas, é a ocupação de suas margens, o uso de agrotóxicos pelos agricultores, e o desmatamento das matas ciliares. As meninas querem começar a agir ainda neste mês. ‘‘Estamos formando uma equipe para ir até a comunidade e trabalhar com a educação ambiental’’, afirmou Priscila.
Viviane Santana, 14 anos, de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, fez um painel para apresentar os problemas e soluções do solo. Segundo ela, o que prejudica o solo é o lixo orgânico, o lixo que não é reciclado, a devastação das grutas e os agrotóxicos. Viviane é uma representante do município nas questões do meio ambiente. Além de participar de eventos, volta e meia, sai às ruas para fiscalizar o aterro sanitário e os bairros.
As principais propostas de Viviane para a melhoria do solo são a compostagem do lixo orgânico, que a indústria de cimento Votoran já começou a fazer em Rio Branco do Sul, a reciclagem do lixo e a conscientização da população sobre o perigo do uso do agrotóxico.
O lixo também é problema na Argentina, segundo Teresita Ramirez, 18 anos. Em várias partes do país, há excesso de lixo nas áreas verdes e nas margens dos córregos. Para ela, cada família deve separar o lixo em casa. ‘‘Nas cidades grandes, isso é difícil.’’ Depois, é preciso criar uma usina que faça a compostagem do material orgânico e incentivar a reciclagem.
Para o gerente do programa Paraná Ambiental, Harry Teles, os jovens estão se interessando pelos problemas do meio ambiente e fazendo com que as questões se tornem responsabilidade da comunidade.

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