Jovens também têm dificuldades
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terça-feira, 21 de agosto de 2012
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
A (pouca) idade já não é garantia de boa memória. Com a correria do dia a dia, mesmo os jovens estão se esquecendo de várias coisas. ''Procuro marcar tudo em um caderninho, senão esqueço mesmo. Com a rotina corrida, o cansaço, minha memória não é tão boa quanto eu acho que deveria ser, afinal, tenho apenas 18 anos'', conta a jovem aprendiz Heloiza de Almeida, que trabalha durante todo o dia. Para tentar ajudar, ela conta que acha importante ler bastante para exercitar a mente, mas lamenta que nem para isso tem tido tempo.
O vigilante Victor Hugo Duarte, de 27 anos, afirma que tem facilidade para se lembrar de rostos, mas não se lembra de nomes nem números. ''Meu irmão tem uma memória incrível, ele se lembra de todos os detalhes, mas eu não tenho essa mesma característica. Procuro ler bastante para ajudar a memória, mas não faço mais nada, como palavras cruzadas. Já ouvi falar que ler as palavras de traz para frente é bom'', ressalta.
Para quem já teve perda total de memória, esquecer onde colocou as chaves ou o número de um telefone não é nada. Adméia Siqueira Fávaro, de 71 anos, teve duas vezes o que os médicos identificam como Perda de Memória Global Temporária e em uma delas precisou até ficar internada. ''Disseram que foi por estresse. Eu não sabia nem quem eu era, é uma situação muito ruim. Mas no geral tenho uma memória muito boa'', garante, contando que não se preocupa em fazer exercícios específicos. ''Só faço a minha caminhada, mas nada além disso.''


