Jovens se reúnem na Concha Acústica em celebração da vida
Apresentações de dança e música são resultados de um projeto social que acolhe jovens em estado depressivo em Londrina
PUBLICAÇÃO
domingo, 04 de agosto de 2019
Apresentações de dança e música são resultados de um projeto social que acolhe jovens em estado depressivo em Londrina
Micaela Orikasa - Grupo Folha 

Mesmo com o frio, muitos jovens compareceram à Concha Acústica na tarde de domingo (4) para o evento "Acústico FJU". Cerca de sete grupos artísticos, representados por 50 adolescentes e jovens, dividiram o palco com apresentações de dança, música e também depoimentos.
O evento acontece pela primeira vez em Londrina, com o objetivo de divulgar o projeto e revelar o talento de todos aqueles que são assistidos pelo FJU (Força Jovem Universal). Em Londrina e região, são aproximadamente 10 mil jovens impactados.
Quem explica melhor sobre o FJU é o pastor Maycom Rocha, pois o projeto social é da Igreja Universal, que em Londrina é sediado na rua Benjamin Constant, região central.
"Já são vinte anos buscando levar vida aos jovens que estão vivendo a depressão, a automutilação, que não têm mais perspectiva de vida. Isso acontece por toda a cidade através de encontros nas comunidades, parques públicos e dentro da nossa igreja", afirma.

Rocha destaca que a oferta de aulas de dança, teatro, canto e esportes, tem sido um caminho para que meninos e meninas repensem a vida e "saibam que podem ser felizes de verdade através de Deus", diz.
Quem se reencontrou com a vida foi Pabla Eduarda de Oliveira Ciriato, de 26 anos. Ela é moradora do Parque Ouro Branco (zona sul) e participa do FJU há quatro anos.
"Agora sou voluntária e faço questão de contar minha história para inspirar outros jovens", comenta. Ciriato diz que ao ser vítima de um abuso sexual, entrou em um estado depressivo e chegou a buscar o suicídio por duas vezes.
"Eu também me machucava para tentar preencher o vazio que existia dentro de mim. Ao entrar no grupo, passei a entender que não posso apagar minha história, mas posso superá-la", revela.
Hoje, Ciriato atua no grupo "Help: quebrando o silêncio. Não te julgo. Te ajudo", presente também nas redes sociais. Na página do projeto há outros depoimentos e uma programação das ações que ocorrem em escolas e praças da cidade, com peças teatrais e palestras.
O FJU acontece em todo o País e é formada atualmente por mais de 170 mil jovens que participam de ações em cidadania, cultura, esportes e mutirões de caridade.


